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Introdução ao Gerenciamento de Cores

Finalmente daremos continuidade à nossa série sobre processos gráficos.

Expliquei anteriormente como se forma a cor nos processos de impressão. Agora precisamos entender como essas cores são processadas entre os dispositivos digitais (camera fotográfica, monitor, scanner e ctp) e impressas.

Sabemos então que a cor chega nos nossos olhos através da reflexão da luz RGB, que tem uma parte absorvida pelas tintas impressas no papel. Essas tintas são impressas através de pequenos pontos para cada cor, formando uma retícula.

Mas aí vem a pergunta, como o meu arquivo digital vira um ponto de retícula? E como um arquivo RGB pode virar pontos separados em cores CMYK?

Como foi explicado, para cada cor RGB existe uma oposta que serve como um filtro da luz solar, causando a reflexão das suas complementares e assim enxergamos a cor. Portanto para o Vermelho (R) usamos a oposta Cyan (C), para o Verde (G) a oposta Magenta (M), Azul (B) oposta Amarelo (Y), e o Preto (K) para reforçar o preto gerado pelas outras cores e para reproduzir os textos. Para cada valor de RGB que vai de 0 a 255 (onde podemos comparar com uma lâmpada, sendo 0 para apagada e 255 para totalmente acessa) existirá um tamanho de ponto em CMYK (que tem sua gradação relativa à área que ele ocupa no papel, onde 50% quer dizer que é um ponto que ocupa 50% da área que ele poderia ocupar se tivesse 100%).

Separação de Cores com UCR

Temos que entender que para fazer essa conversão existem várias configurações que podem ser escolhidas, e que podem alterar drasticamente o resultado final impresso. Uma dessas possibilidades é justamente na escolha da geração do preto, que como vimos anteriormente poderia ser reproduzido pelas cores CMY, mas pela baixa qualidade das tintas é utilizada também uma cor adicional, o Preto.

Separação de cores feita em Photoshop utilizando-se o método UCR, com 320% de carga máxima e limite do Preto em 85%. Ao centro, a sobreposição das tintas Ciano, Magenta e Yellow. À direita, o Preto gerado pela separação.

Separação de Cores com GCR

Nas duas fotos acima é possível ver a influência dos diferentes níveis de GCR oferecidos pelo Photoshop ao fazer uma conversão RGB-CMYK. Na foto superior, a separação foi produzida com o Photoshop utilizando o método GCR leve. Na de baixo, a mesma imagem convertida com separação em GCR alto. Note a significativa diferença na quantidade de preto utilizada nos tons de pele. A carga total de tinta em ambas foi ajustada para 320% e limite do Preto mantido em 85%.

Outro fator que deve ser levado em consideração na conversão é o ganho de ponto. Veja como a retícula offset se comporta em diferentes tipos de papéis:
Como um ponto de 50% de tinta não ficará com esses 50% quando impressos, não dá simplesmente para converter um ponto de nível 128 de vermelho e esperar que com pontos Magenta e Amarelo de tamanho 50% tenhamos exatamente um vermelho igual o de nível 128 exibido em um monitor. O ganho de ponto acontece porque a tinta acaba se espalhando pelo papel, um efeito fácil de visualizar fazendo-se uma experiência doméstica: pegue um pedaço de papel higiênico e pingue uma gota de tinta nanquim ou de caneta Bic mesmo. Essa gota que era pequena, espalhará tanto no papel que ocupará uma área de mais de 5 vezes seu tamanho original.
Portanto teremos que “avisar” ao software em que estaremos convertendo o arquivo de RGB para CMYK, de que há esse ganho de ponto, dizer qual o nível, em que porcentagens de tinta ele ocorre mais ou menos, enfim, fazer uma curva de compensação:
Veja os diferentes ganhos de pontos, em diferentes papéis e processos:
Hoje em dia o uso dessas curvas de compensação está muito mais difundido do que no passado. Você já deve ter ouvido falar nelas, mas na sua forma atual, o famoso perfil “ICC” (de International Color Consortium). O ICC determinou um padrão de arquivo digital que fosse lido em todos tipos de computadores e softwares gráficos. No começo, tínhamos que configurar manualmente todos os itens característicos da impressão, até a cor Lab de cada tinta. Hoje temos perfis produzidos dentro do padrão ISO da cor nos sistemas de impressão, o 12647-2, que facilitou muito a vida das gráficas no mundo todo. Veja um exemplo dos perfis de cores ICC encontrados no pacote Adobe CS:
Com esses perfis podemos fazer um “Gerenciamento de Cores” eficiente, onde iremos dizer aos nossos dispositivos (monitor, prova de impressão digital, software gráfico, ctp, etc) qual cor queremos chegar (por exemplo, impressão Offset plana em papel couchê, onde usaremos o ICC Coated Fogra 27), e que padrão de cor nossa imagem original está usando (RGB, ICC sRGB), aí é só deixar o software fazer a “mágica”!!! Seria bom se fosse só isso, mas ainda existem alguns detalhes para que tudo funcione corretamente e possamos ver na tela do nosso computador ou prova digital um retrato fiel do que será impresso em Offset, mas esses detalhes deixaremos para o próximo post, até lá!

A formação das cores – parte 2

Vamos à segunda parte do artigo sobre formação das cores na impressão Offset.

Depois de saber como funciona a reflexão e absorção das cores no papel é importante saber o processo de separação de cores para impressão. Veja como funciona:

Estão lembrados da história da tinta preta? Vejam uma imagem que mostra bem a falta que o preto pode fazer em uma foto:

Além das 4 cores cores foi desenvolvido também um padrão de pontos que permitiria uma variedade de tons para cada uma das chapas:

A imagem colorida seria, no momento da separação, transformada em 4 outras imagens preto e branco, formada por pequenos pontos que iriam definir as áreas claras e escuras.

Mas aí veio um problema: a sobreposição desses pontos na hora da impressão poderia causar um efeito visual desagradável, o Moiré (veja a seguir a primeira imagem sem Moiré, e a segunda com).

Para solucionar esse problema colocaram cada uma das tintas com seus pontos alinhados em ângulos diferentes:

E o resultado final ficou assim:

Espero ter elucidado as dúvidas, mais do que posso ter confudido, rsrsrs, mas esse é um assunto de suma importância que todos que trabalham ou gostam da produção gráfica deveriam saber bem.

Obrigado pela leitura e até a próxima!


A formação das cores – parte 1

Retomaremos a série sobre os tipos de impressão falando sobre como se formam as cores na impressão Offset.

Primeiramente temos que entender como a cor chega nos nossos olhos.

A luz do sol (e de qualquer objeto que emite luz) pode ser absorvida, refletida, transmitida e refratada. A refração é quando, através de um objeto refrator como um prisma, a luz é decomposta ou dividida para pontos diferentes. A transmissão acontece em vidros por exemplo, quando nenhuma parte da luz é perdida (caso hipotético). E o que nos interessa aqui, a absorção e a reflexão.

A luz que vem do sol ou qualquer fonte de luz branca, é composta por todo o espectro de luz visível pelos nossos olhos.

O nosso olho possui células nervosas especializadas em enxergar cores, chamados Cones. Quase dois terços dessas células são de responsáveis por enxergar a faixa de baixa frequência, os vermelhos, um terço enxerga a faixa média, os verdes, e apenas 2% consegue enxergar a alta frequência, os azuis. Por essa razão, e por termos uma distribuição de dois extremos, vermelho e azul, e uma faixa média, verde, é que foi criado o padrão RGB. Podemos ver como as cores principais formam outras secundárias na síntese aditiva, abaixo:

E nós só enxergamos alguma coisa quando a luz chega aos nossos olhos. Essa luz pode vir diretamente de uma fonte emissora, como o sol, uma lanterna, um monitor ou uma tv, ou indiretamente, refletida por uma parede ou um papel.

Mais duas ilustrações:

A geração das cores na reflexão é chamada de síntese subtrativa, onde as tintas impressas servem como filtros absorvendo parte da luz, subtraindo-as. Portanto, para enxergarmos uma cor Cyan, por exemplo, a tinta Cyan deverá absorver a sua cor complementar (veja o terceiro quadro, a complementar é a cor oposta no gráfico) que é o Vermelho. Um exemplo de como funciona a absorção e reflexão da luz no papel entintado:

Ou seja, para as cores primárias (RGB) serem visualizadas no papel, devem existir tintas que filtram suas complementares. As complementares do Vermelho são o Magenta e o Amarelo, as tintas que reproduzem o Magenta absorvem o Verde, e o Amarelo absorvem o Azul. Já as complementares do Azul são o Cyan e o Magenta, e do Verde, Cyan e Amarelo. Portanto para reproduzirmos o RGB precisamos do CMY para filtrar a luz branca e refletir suas opostas.

Teoricamente, com as tintas Cyan, Magenta e Amarelo, conseguiria-se imprimir todas as cores do espectro, porém quando estavam sendo feitos os estudos da evolução da litografia (veja o post sobre litografia e offset) descobriu-se que o preto estava ficando marrom. O preto é a ausência de luz e para ser obtido as tintas tem que absorver todas as cores, ou seja, cada uma das cores “filtrantes” Cyan, Magenta e Amarelo, deveriam bloquear totalmente suas opostas, mas devido à baixa qualidade das tintas (que deveriam também ser economicamente viáveis) isso não estava acontecendo, gerando ao invés do preto, marrom. Existia outro problema relacionado ao preto. A maior parte dos textos eram impressas na cor preta, e imprimi-los usando 3 cores era quase impossível na época, e até hoje, pois exigiria um registro impecável, além de uma variação entre as cores que poderia gerar textos marrom esverdeado, vermelhos, azuis, etc. Conclui-se que a melhor saída era acrescentar mais uma cor na trilogia CMY: o Preto. Com isso os textos poderiam ser impressos em preto puro, e as imagens teriam melhor contraste e definição. Nasceu aí o famoso CMYK, que todos conhecem.

Vamos dar um descanso para a cabecinha de vocês e retornaremos com esse assunto semana que vem!


Processos Gráficos – Offset (parte 2)

Vamos à continuação da nossa conversa sobre impressão Offset.

Como disse no post anterior, a Litografia foi a precursora da impressão Offset, mas como isso ocorreu?

Em 1891 chapas de alumínio para a litografia foram patenteadas, representando um grande avanço pois eram muito mais leves e duráveis que os blocos de pedra, difíceis de transportar e armazenar. A chapa de alumínio permitia também uma granulação mais fina e consequentemente uma maior qualidade de impressão.

A partir da invenção dos processos fotográficos, a impressão também passou por grandes avanços. A fotolitografia e a fotomultiplicadora foram inventadas, o que permitia transpor fotografias para as chapas de impressão. Foi possível obter mais precisão e registro absoluto que seriam essenciais nas separações de cores.

Algumas outras evoluções no processo químico foram incorporadas, permitindo chapas com muito mais qualidade e possibilitando o processo indireto (a litografia era direta) no qual a imagem da chapa entintada, que continha tanto as soluções de água quanto de óleo (tinta), era transferida para um rolo de borracha (blanqueta) e esse rolo é que entrava em contato com o papel, e não a chapa diretamente como na litografia. Isso permitiu uma durabilidade maior da chapa, que não sofria a abrasão constante do papel, muito mais áspero que a borracha.

Outra modificação que se tornou possível veio através do fato da chapa de alumínio ser flexível. Concluiu-se que seria mais produtivo se a chapa formasse um cilindro, girando em torno do próprio eixo, aumentando assim a velocidade do entintamento e diminuindo as dimensões da impressora. A parte transferidora (blanqueta) também em formato cilíndrico, assim como todo o transporte de tinta e papel, possibilitou uma velocidade muito grande de impressão e máquinas compactas.

Mas tudo isso teria sido em vão se não fosse inventado o processo de separação de cores, que permitiu a impressão de fotografias e imagens coloridas numa gama infinita de tonalidades, não sendo mais limitadas às cores fixas. Anteriormente para cada cor era necessária uma chapa (como o que hoje é a escala Pantone). Com esse processo foi possível ter milhões de cores em um mesmo impresso.

E isso é assunto para o próximo post, até lá pessoal!


Processos Gráficos – Offset (parte 1 – Litografia)

Começaremos aqui nossa série sobre processos de impressão, onde iremos apresentar as mais variadas técnicas como Offset, Rotogravura, Flexografia, Tipografia e para começar, Litografia.

Para quem conhece um pouco, sabe que esse sistema não existe mais comercialmente, estando reservado apenas às manifestações artísticas.

Então porque falar sobre algo que representa uma pequeníssima parcela no vasto mundo atual das artes gráficas?

Porque ele é o precursor do tão famoso e difundido processo de impressão chamado Offset.

Litografia, do Grego lithos, pedra e grafo, escrevo, foi inventada por Alois Senenfelder, entre os anos de 1796 e 1798, na Alemanha, buscando um meio de impressão para seus textos e partituras.

O sistema de impressão é chamado “planográfica direta” (não tem diferença de relevo), cujo princípio básico é a incompatibilidade entre a água e o óleo, ficando as zonas a serem impressas “engorduradas”atraindo a tinta e repelindo a água, e as áreas não-impressoras fazendo o contrário (talvez você já tenha ouvido o termo “solução de molha” nas gráficas).

Eram utilizadas pedras calcárias com espessura de 5 a 10cm, onde as áreas a serem impressas eram tratadas quimicamente a fim de ficarem porosas e reterem as substâncias gordurosas (tintas), e as não-impressoras também recebiam tratamento para reter água.

A obra podia ser realizada diretamente sobre a pedra ou decalcada sobre ela. Depois de pronta, a pedra recebia uma fina camada de água e após, uma de tinta, para depois entrar em contato com o papel e transferir a obra.

Prensa litográfica criada por Senenfelder.

Era possível fazer imagens coloridas, utilizando-se mais de uma matriz (pedra), sendo facilmente encontradas reproduções com mais de 8 cores.

No Brasil, a Litografia existe desde o final do século XIV, e era utilizado principalmente para rótulos de embalagens e mesclada com a tipografia para produzir jornais e revistas.

No próximo post sobre processos gráficos iremos descobrir como esse sistema evoluiu para o Offset.

Até lá e boa Páscoa!


O futuro da impressão – parte 3

Na virada do século vinte a computação pessoal já não era coisa de ficção científica e as comunicações, avançadíssimas com a internet e telefonia móvel.

Nessa época os impressores do mercado promocional sentiram um friozinho na barriga, acreditavam que a famosa mala-direta seria substituída pelo e-mail e os panfletos, folders, catálogos, tabloides de oferta, entre outros tantos, seriam substituídos s por banners, páginas na internet e catálogos eletrônicos.

Mas todo aquele frisson da internet esfriou com o “estouro da bolha”, quando várias empresas digitais deixaram de existir. Os anunciantes recuaram e começaram a retomar suas verbas para os meios físicos novamente. Aconteceu também algo inesperado, enquanto os especialistas acreditavam que o correio eletrônico acabaria com o convencional, o spam fez com que isso não acontecesse. Os usuários recebiam tantos e-mails com lixo eletrônico que a maioria daquelas propagandas impressas que estavam agora sendo enviadas digitalmente, iam direto para o lixo sem chance alguma de serem lidas. Os consumidores estavam preferindo receber uma mala-direta convencional, do que o e-mail.

Felizmente, um pouco antes desse movimento, existia outro com uma tecnologia que parecia promissora e que poderia alavancar vendas aos anunciantes: a mala-direta personalizada. Os fabricantes de impressoras digitais viram aí uma oportunidade de ouro, investindo em pesquisa para lançar equipamentos cada vez mais rápidos e com maior qualidade, capazes de gerar impressos cada vez mais personalizados.

A customização com dados variáveis ajudou a impressão digital em papel a se popularizar entre o mercado promocional, que viu uma maneira muito rápida de produzir uma infinidade de materiais de ponto de venda, marketing direto e promocional.

Panfletos, folders, cartazes, displays, catálogos, brochuras, poderiam ser produzidos na quantidade exata, sem desperdícios, na hora que fosse preciso. No começo ainda havia uma certa resistência em relação à qualidade dos impressos, mas hoje eles são equiparados à offset e em alguns casos até melhores. Impressoras que produzem quase 10.000 impressos 4 cores por hora são comuns no mercado, como a iGen 4 da Xerox, com formato 53×38, atende a todo tipo de demanda do mercado promocional.

Hoje a impressão com dados variáveis está tão difundida que todos já receberam uma mala-direta com seu nome e uma oferta direcionada, mesmo que aqui no Brasil a personalização full color ainda não esteja à altura do bolso do anunciante.

Quem se atualizou e investiu em equipamentos digitais para complementar sua linha offset, não tem do que reclamar. Com a economia em crescimento, os investimentos em impressos promocionais não param, e sem chance para um substituto digital, pelo menos num futuro próximo. É, ainda não chegou a hora do papel eletrônico!


Processos Gráficos – Impressão Digital (parte 2)

Voltamos com mais um pouco de impressão digital!

Já que existem tantos dispositivos que imprimem a partir de arquivos digitais e que podem ser enquadrados na categoria “Impressão Digital”, irei enumerá-los (se estiver esquecendo de algum me corrijam):

• Jato de tinta

Impressoras de mesa em geral

Pequena variedade de substratos, impressão em rgb, pouca qualidade

• Jato de tinta de grande formato (plotter)

Impressão em lona, papel, vinil

Tinta com grande durabilidade

Boa qualidade (para o tamanho)

• Jato de tinta para provas

Impressão em papéis especiais

Grande qualidade e reprodução de cores (inclusive Pantone)

Sistemas com até 10 cores

HP Designjet 130

Epson 7900/9900

• Jato de tinta e laser de alta velocidade

Impressão de documentos transacionais em cores ou p/b

Baixa qualidade, poucos substratos (papel em bobinas)

Até 1300 A4 4×4 por minuto

Xerox 650/1300

Océ Colorstream 3000

Ibm/Ricoh Infoprint 4100

• Laser eletrostático com toner em pó (1ª geração)

Cópias convencionais, impressoras laser de mesa e de escritório

Baixa qualidade, impressões somente em preto

• Laser eletrostático com toner em pó (2ª geração)

Impressoras e copiadoras comuns (de escritórios e copiadoras pequenas), muito brilho (já existem novas máquinas sem nenhum brilho) e papéis de gramatura média

Impressões coloridas

• Laser com toner em pó e transferência indireta (2ª1/2 geração)

Uma única passagem, melhor registro de cores, maior fidelidade da primeira a última cópia

Maior variedade de papéis (até 350g/m)

Até 100 páginas por minuto

Formatos até 33×48,7cm

Xerox Docucolor 8080; Xerox Color 1000

Canon C7010

• Laser com tinta líquida eletromagnética

Quatro ou mais passagens do papel; tintas especiais

Formatos de até 75x53cm

Velocidades de até 13800 A4 por hora

Baixo custo de impressão; alta produtividade

HP Indigo 10000; HP Indigo 7600

• Laser com toner em pó e transferência indireta (3ª geração)

Velocidades de até 2400 58x34cm por hora ou 160 A4 por minuto

Baixo custo de impressão; alta produtividade

Xerox Docucolor iGen4 EXP

Xeikon 6000

• Jato de tinta de alta velocidade e qualidade

Velocidades de até 5000 páginas por minuto (isso mesmo, por minuto!)

Baixo custo de impressão; alta produtividade

Tintas de boa durabilidade

Papéis em bobina mas com grande variedade

Agfa Dotrix Modular

HP T400

Xerox CiPress 500

Por hoje é só pessoal!


O futuro da impressão – parte 2

Um setor menos preocupado com a invasão digital é o de embalagens.

Afinal, você já imaginou algum produto que não venha em uma embalagem? Hortifrutis talvez. Mas até eles podem vir com um selo com a marca de seu produtor. E uma pasta de dente, um shampoo? Como você iria adquiri-los sem o recipiente? Pois é. Não existe futuro sem embalagens. Algumas são mais sofisticadas, como a de um relógio suíço, com uma luva de papel envolvendo uma caixa de madeira revestida de couro e internamente uma almofada de cetim acomodando o relógio, cobertos por um envelope de couro com o manual e a garantia. Outras são mais simples, somente uma caixa de papel Kraft com uma faca especial envolvendo o produto, ou um blister de papelão, ou mais simples ainda, um adesivo colado sobre o produto.

Algumas fazem parte da experiência do usuário, como as dos produtos Apple, com sua caixa branca de papel couchê impresso a 4 cores e revestido com laminação fosca acoplados em um papelão ondulado (para embalagens grandes) ou triplex 450g, perfeitamente encaixados tampa e fundo, com um berço de plástico injetado branco ou preto apresentando o produto logo que a tampa é retirada. Simples mas refinado, e com economia de materiais, pois são exatamente do tamanho do produto e alguma pequena folga.

Essa relativa tranquilidade dos produtores de embalagens não significa que o mercado está estagnado. Pelo contrário. O aumento no poder aquisitivo tem levado a um maior consumo e também um aumento na exigência pela qualidade. Em consequência os equipamentos para embalagens estão cada vez mais rápidos e automatizados.

A variedade de produtos também cresce muito, com mercados de nicho e regionais, surgindo a necessidade cada vez maior para embalagens em pequenas quantidades. Muitos produtos e pequenas quantidades são requisitos perfeitos para os sistemas de impressão digital para embalagens, que tem apresentado um crescimento muito grande nos últimos anos.

Existem diversos sistemas, como o da HP que utiliza ElectroInk e laser na impressão e bobina de papel (web-to-print), como a Indigo WS6000. Geralmente acompanhados de laminadoras ou UV em linha, desbobinadoras e corte/vinco. Sistemas baseados em jato de tinta também são bastante difundidos, como a Agfa Dotrix Modular, que pode ser colocado em linha com um sistema convencional de flexografia, formando o que é chamado de sistema hibrido.

Como se pode ver o futuro da impressão no mercado de embalagens é bem prospero e tem evoluído muito em qualidade, produtividade e diversidade, e lembrando, com muito papel. Pois é, quem disse que o papel iria acabar? Não os fabricantes de embalagens.


Processos Gráficos – Impressão Digital (parte 1)

Inicio aqui uma breve explanação sobre os processos de impressão. Pode parecer estranho, mas começarei de trás para frente.

Ao invés da Tipografia, o primeiro processo apresentado será o de impressão digital sobre papel, ou xerográfico, afinal o post anterior era sobre o Futuro da Impressão, não é mesmo?

A maneira como um “original” chega ao papel pode ser assim resumido, comparando o digital com o Offset tradicional:

quadro 01

Ok, e como funciona?  Como se forma a imagem no papel nesse processo?

quadro 02

Ah, mas nem todas as impressoras usam toner em pó, algumas usam tinta liquída!

Sim, é verdade, impressoras como as Xerox, Canon, Océ, usam toner em pó, mas as da linha Indigo da HP usam uma tinta liquída chamada Electroink, só que a transferência por diferentes cargas elétricas é igual. O que muda é que ao invés do toner em pó carregado eletricamente, é a tinta liquida que fica carregada. Por isso ela é chamada Electroink (na sua composição existem partículas metálicas). Ambos os sistemas usam a “eletrostática” para fazer a tinta ou o toner aderir ao papel. É exatamente aquela brincadeira de esfregar o pente na cabeça e depois aproximá-lo de um pedacinho de papel, que acaba “voando”até o pente.

O processo Xerográfico surgiu em 1938 com a Xerox Model A e a primeira copiadora comercial foi a Xerox 914 em 1949.

Xerox

Xerox Model A e 914

Resumindo, isso é o que chamo de impressão digital sobre papel, ou offset digital (termo que ficou comum pela alta qualidade das máquinas atuais). Mas ainda assim é difícil definir pois existem máquinas jato de tinta que não usam o processo a laser e que imprimem em papel, além daquelas de grandes formatos, e que também são relacionadas à impressão digital.

Mas esse será assunto para o próximo post…


O futuro da impressão – parte 1

Nos tempos de tablets, smartphones, e-books e revistas digitais, a impressão convencional parece não ter futuro, principalmente para o setor editorial, certo?

Errado. Ao menos num futuro próximo.

Dizia-se que com o advento da música digital, a produção de discos, cds e vinil, se extinguiria, mas novas oportunidades surgiram e hoje o vinil que tinha morrido há décadas, ressurgiu e é possível encontrar discos de artistas pop como Madonna, entre outros. O cd ainda tem seu mercado, assim como o dvd e o blu-ray. Acreditava-se que a fotografia convencional também sofreria do mesmo mal, claro que o mercado de filmes negativos caiu drasticamente, mas não a impressão das fotografias em papel.

Acontece que a música e a fotografia digital ajudaram a popularizar esses meios. Houve um crescimento muito grande na venda de música e as pessoas tiram infinitamente mais fotos do que na época analógica. A consequência disso é que são impressas até mais fotos do que no passado, e compram-se os cds e dvds de seus artistas favoritos, justamente porque há uma necessidade de posse que é inerente ao ser humano.

O que isso tem a ver com o mercado editorial? Como nos ensina a história, os movimentos tendem a se repetir, portanto é crível que aconteça um aumento no consumo de livros e revistas digitais, mas haverá a necessidade da posse física do objeto, pelo menos dos seus favoritos, como acontece nos outros mercados. As pessoas gostam de ter um livro bom na sua biblioteca, para ler, reler, emprestar, não é verdade?

Provavelmente a maneira como é produzido e vendida esses produtos sofrerão mudanças e um dos caminhos já está sendo trilhado.

Hoje um livro didático, colorido e com muitas páginas, pode demorar uma semana ou mais para ser finalizado, considerando o modo mais econômico de impressão, rotativa, e suas diversas etapas de produção: provas, imposição, chapas, impressão, alceamento e acabamento.

Mas que tal fazer isso em 1 dia? É o que promete a impressão rotativa digital. Com velocidades que chegam a 312.000 páginas por hora, sem a necessidade de chapas, e com o livro saindo da impressão já na sequência final de páginas, esse sistema promete muito. No mercado desde 2007, o processo está perto da sua maturidade e com uma adoção em todos os cantos do mundo, ainda que em pequena quantidade. Considerando a evolução dos sistemas de impressão digital plano, o rotativo deve alcançar uma grande disseminação nos próximos 5 anos. A redução de tempo de produção e possibilidade de se trabalhar em quaisquer tiragens podem ser fatores determinantes para a sobrevivência do mercado editorial, e ajudá-lo a encontrar outros nichos como aconteceu com a fotografia e a música. O tempo nos dirá, mas para quem gosta cheiro da tinta no papel, isso é bem animador.

Veja a HP T400 em ação: http://youtu.be/ijW8wFPv8Fw

E para não dizer que puxo sardinha para o lado da HP segue uma Xerox: http://youtu.be/IQYIHIS7Wmg


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