Processos Gráficos – Offset (parte 2)

Vamos à continuação da nossa conversa sobre impressão Offset.

Como disse no post anterior, a Litografia foi a precursora da impressão Offset, mas como isso ocorreu?

Em 1891 chapas de alumínio para a litografia foram patenteadas, representando um grande avanço pois eram muito mais leves e duráveis que os blocos de pedra, difíceis de transportar e armazenar. A chapa de alumínio permitia também uma granulação mais fina e consequentemente uma maior qualidade de impressão.

A partir da invenção dos processos fotográficos, a impressão também passou por grandes avanços. A fotolitografia e a fotomultiplicadora foram inventadas, o que permitia transpor fotografias para as chapas de impressão. Foi possível obter mais precisão e registro absoluto que seriam essenciais nas separações de cores.

Algumas outras evoluções no processo químico foram incorporadas, permitindo chapas com muito mais qualidade e possibilitando o processo indireto (a litografia era direta) no qual a imagem da chapa entintada, que continha tanto as soluções de água quanto de óleo (tinta), era transferida para um rolo de borracha (blanqueta) e esse rolo é que entrava em contato com o papel, e não a chapa diretamente como na litografia. Isso permitiu uma durabilidade maior da chapa, que não sofria a abrasão constante do papel, muito mais áspero que a borracha.

Outra modificação que se tornou possível veio através do fato da chapa de alumínio ser flexível. Concluiu-se que seria mais produtivo se a chapa formasse um cilindro, girando em torno do próprio eixo, aumentando assim a velocidade do entintamento e diminuindo as dimensões da impressora. A parte transferidora (blanqueta) também em formato cilíndrico, assim como todo o transporte de tinta e papel, possibilitou uma velocidade muito grande de impressão e máquinas compactas.

Mas tudo isso teria sido em vão se não fosse inventado o processo de separação de cores, que permitiu a impressão de fotografias e imagens coloridas numa gama infinita de tonalidades, não sendo mais limitadas às cores fixas. Anteriormente para cada cor era necessária uma chapa (como o que hoje é a escala Pantone). Com esse processo foi possível ter milhões de cores em um mesmo impresso.

E isso é assunto para o próximo post, até lá pessoal!


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