Monthly Archives: Março 2012

Processos Gráficos – Impressão Digital (parte 2)

Voltamos com mais um pouco de impressão digital!

Já que existem tantos dispositivos que imprimem a partir de arquivos digitais e que podem ser enquadrados na categoria “Impressão Digital”, irei enumerá-los (se estiver esquecendo de algum me corrijam):

• Jato de tinta

Impressoras de mesa em geral

Pequena variedade de substratos, impressão em rgb, pouca qualidade

• Jato de tinta de grande formato (plotter)

Impressão em lona, papel, vinil

Tinta com grande durabilidade

Boa qualidade (para o tamanho)

• Jato de tinta para provas

Impressão em papéis especiais

Grande qualidade e reprodução de cores (inclusive Pantone)

Sistemas com até 10 cores

HP Designjet 130

Epson 7900/9900

• Jato de tinta e laser de alta velocidade

Impressão de documentos transacionais em cores ou p/b

Baixa qualidade, poucos substratos (papel em bobinas)

Até 1300 A4 4×4 por minuto

Xerox 650/1300

Océ Colorstream 3000

Ibm/Ricoh Infoprint 4100

• Laser eletrostático com toner em pó (1ª geração)

Cópias convencionais, impressoras laser de mesa e de escritório

Baixa qualidade, impressões somente em preto

• Laser eletrostático com toner em pó (2ª geração)

Impressoras e copiadoras comuns (de escritórios e copiadoras pequenas), muito brilho (já existem novas máquinas sem nenhum brilho) e papéis de gramatura média

Impressões coloridas

• Laser com toner em pó e transferência indireta (2ª1/2 geração)

Uma única passagem, melhor registro de cores, maior fidelidade da primeira a última cópia

Maior variedade de papéis (até 350g/m)

Até 100 páginas por minuto

Formatos até 33×48,7cm

Xerox Docucolor 8080; Xerox Color 1000

Canon C7010

• Laser com tinta líquida eletromagnética

Quatro ou mais passagens do papel; tintas especiais

Formatos de até 75x53cm

Velocidades de até 13800 A4 por hora

Baixo custo de impressão; alta produtividade

HP Indigo 10000; HP Indigo 7600

• Laser com toner em pó e transferência indireta (3ª geração)

Velocidades de até 2400 58x34cm por hora ou 160 A4 por minuto

Baixo custo de impressão; alta produtividade

Xerox Docucolor iGen4 EXP

Xeikon 6000

• Jato de tinta de alta velocidade e qualidade

Velocidades de até 5000 páginas por minuto (isso mesmo, por minuto!)

Baixo custo de impressão; alta produtividade

Tintas de boa durabilidade

Papéis em bobina mas com grande variedade

Agfa Dotrix Modular

HP T400

Xerox CiPress 500

Por hoje é só pessoal!


Um pouco de cor

Já que para uma boa impressão é necessário também boas imagens, com um bom tratamento, coloco aqui algumas fotos bem coloridas que tirei no Mercado Municipal em Curitiba.

Mercado MunicipalMercado MunicipalMercado Municipal

E lembre-se que no tratamento o ideal é privilegiar o contraste, sem perder definição, ou seja, você não pode simplesmente aumentar o “contraste” no Photoshop e achar que está tudo bem. Às vezes perdem-se muitas informações nas áreas escuras “fechando” a imagem, ou nas áreas claras, “estourando” os brancos. Portanto tente ajustar as áreas a serem destacadas (como o vermelho do tomate e as ramificações e folhas verdes) sem prejudicar as sombras e as luzes.

Buon appetito!


O futuro da impressão – parte 2

Um setor menos preocupado com a invasão digital é o de embalagens.

Afinal, você já imaginou algum produto que não venha em uma embalagem? Hortifrutis talvez. Mas até eles podem vir com um selo com a marca de seu produtor. E uma pasta de dente, um shampoo? Como você iria adquiri-los sem o recipiente? Pois é. Não existe futuro sem embalagens. Algumas são mais sofisticadas, como a de um relógio suíço, com uma luva de papel envolvendo uma caixa de madeira revestida de couro e internamente uma almofada de cetim acomodando o relógio, cobertos por um envelope de couro com o manual e a garantia. Outras são mais simples, somente uma caixa de papel Kraft com uma faca especial envolvendo o produto, ou um blister de papelão, ou mais simples ainda, um adesivo colado sobre o produto.

Algumas fazem parte da experiência do usuário, como as dos produtos Apple, com sua caixa branca de papel couchê impresso a 4 cores e revestido com laminação fosca acoplados em um papelão ondulado (para embalagens grandes) ou triplex 450g, perfeitamente encaixados tampa e fundo, com um berço de plástico injetado branco ou preto apresentando o produto logo que a tampa é retirada. Simples mas refinado, e com economia de materiais, pois são exatamente do tamanho do produto e alguma pequena folga.

Essa relativa tranquilidade dos produtores de embalagens não significa que o mercado está estagnado. Pelo contrário. O aumento no poder aquisitivo tem levado a um maior consumo e também um aumento na exigência pela qualidade. Em consequência os equipamentos para embalagens estão cada vez mais rápidos e automatizados.

A variedade de produtos também cresce muito, com mercados de nicho e regionais, surgindo a necessidade cada vez maior para embalagens em pequenas quantidades. Muitos produtos e pequenas quantidades são requisitos perfeitos para os sistemas de impressão digital para embalagens, que tem apresentado um crescimento muito grande nos últimos anos.

Existem diversos sistemas, como o da HP que utiliza ElectroInk e laser na impressão e bobina de papel (web-to-print), como a Indigo WS6000. Geralmente acompanhados de laminadoras ou UV em linha, desbobinadoras e corte/vinco. Sistemas baseados em jato de tinta também são bastante difundidos, como a Agfa Dotrix Modular, que pode ser colocado em linha com um sistema convencional de flexografia, formando o que é chamado de sistema hibrido.

Como se pode ver o futuro da impressão no mercado de embalagens é bem prospero e tem evoluído muito em qualidade, produtividade e diversidade, e lembrando, com muito papel. Pois é, quem disse que o papel iria acabar? Não os fabricantes de embalagens.


Processos Gráficos – Impressão Digital (parte 1)

Inicio aqui uma breve explanação sobre os processos de impressão. Pode parecer estranho, mas começarei de trás para frente.

Ao invés da Tipografia, o primeiro processo apresentado será o de impressão digital sobre papel, ou xerográfico, afinal o post anterior era sobre o Futuro da Impressão, não é mesmo?

A maneira como um “original” chega ao papel pode ser assim resumido, comparando o digital com o Offset tradicional:

quadro 01

Ok, e como funciona?  Como se forma a imagem no papel nesse processo?

quadro 02

Ah, mas nem todas as impressoras usam toner em pó, algumas usam tinta liquída!

Sim, é verdade, impressoras como as Xerox, Canon, Océ, usam toner em pó, mas as da linha Indigo da HP usam uma tinta liquída chamada Electroink, só que a transferência por diferentes cargas elétricas é igual. O que muda é que ao invés do toner em pó carregado eletricamente, é a tinta liquida que fica carregada. Por isso ela é chamada Electroink (na sua composição existem partículas metálicas). Ambos os sistemas usam a “eletrostática” para fazer a tinta ou o toner aderir ao papel. É exatamente aquela brincadeira de esfregar o pente na cabeça e depois aproximá-lo de um pedacinho de papel, que acaba “voando”até o pente.

O processo Xerográfico surgiu em 1938 com a Xerox Model A e a primeira copiadora comercial foi a Xerox 914 em 1949.

Xerox

Xerox Model A e 914

Resumindo, isso é o que chamo de impressão digital sobre papel, ou offset digital (termo que ficou comum pela alta qualidade das máquinas atuais). Mas ainda assim é difícil definir pois existem máquinas jato de tinta que não usam o processo a laser e que imprimem em papel, além daquelas de grandes formatos, e que também são relacionadas à impressão digital.

Mas esse será assunto para o próximo post…


O futuro da impressão – parte 1

Nos tempos de tablets, smartphones, e-books e revistas digitais, a impressão convencional parece não ter futuro, principalmente para o setor editorial, certo?

Errado. Ao menos num futuro próximo.

Dizia-se que com o advento da música digital, a produção de discos, cds e vinil, se extinguiria, mas novas oportunidades surgiram e hoje o vinil que tinha morrido há décadas, ressurgiu e é possível encontrar discos de artistas pop como Madonna, entre outros. O cd ainda tem seu mercado, assim como o dvd e o blu-ray. Acreditava-se que a fotografia convencional também sofreria do mesmo mal, claro que o mercado de filmes negativos caiu drasticamente, mas não a impressão das fotografias em papel.

Acontece que a música e a fotografia digital ajudaram a popularizar esses meios. Houve um crescimento muito grande na venda de música e as pessoas tiram infinitamente mais fotos do que na época analógica. A consequência disso é que são impressas até mais fotos do que no passado, e compram-se os cds e dvds de seus artistas favoritos, justamente porque há uma necessidade de posse que é inerente ao ser humano.

O que isso tem a ver com o mercado editorial? Como nos ensina a história, os movimentos tendem a se repetir, portanto é crível que aconteça um aumento no consumo de livros e revistas digitais, mas haverá a necessidade da posse física do objeto, pelo menos dos seus favoritos, como acontece nos outros mercados. As pessoas gostam de ter um livro bom na sua biblioteca, para ler, reler, emprestar, não é verdade?

Provavelmente a maneira como é produzido e vendida esses produtos sofrerão mudanças e um dos caminhos já está sendo trilhado.

Hoje um livro didático, colorido e com muitas páginas, pode demorar uma semana ou mais para ser finalizado, considerando o modo mais econômico de impressão, rotativa, e suas diversas etapas de produção: provas, imposição, chapas, impressão, alceamento e acabamento.

Mas que tal fazer isso em 1 dia? É o que promete a impressão rotativa digital. Com velocidades que chegam a 312.000 páginas por hora, sem a necessidade de chapas, e com o livro saindo da impressão já na sequência final de páginas, esse sistema promete muito. No mercado desde 2007, o processo está perto da sua maturidade e com uma adoção em todos os cantos do mundo, ainda que em pequena quantidade. Considerando a evolução dos sistemas de impressão digital plano, o rotativo deve alcançar uma grande disseminação nos próximos 5 anos. A redução de tempo de produção e possibilidade de se trabalhar em quaisquer tiragens podem ser fatores determinantes para a sobrevivência do mercado editorial, e ajudá-lo a encontrar outros nichos como aconteceu com a fotografia e a música. O tempo nos dirá, mas para quem gosta cheiro da tinta no papel, isso é bem animador.

Veja a HP T400 em ação: http://youtu.be/ijW8wFPv8Fw

E para não dizer que puxo sardinha para o lado da HP segue uma Xerox: http://youtu.be/IQYIHIS7Wmg


Bem vindos!

É com imenso prazer que dou início ao Blog do Gráfico.

Como produtor gráfico há mais de 15 anos, não preciso nem dizer o quanto gosto das Artes Gráficas, afinal, se não gostasse estaria vendendo pente pra careca que é mais fácil!

Ministrei cursos sobre Tratamento de imagens, Gerenciamento de Cores, Fechamento de arquivos, fui professor de Produção Gráfica para o curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Tuiuti, em Curitiba, tive uma gráfica digital que depois teve Offset, já trabalhei em Agência de propaganda e Editoras, enfim, vi a Produção Gráfica por todos os lados e espero poder passar um pouco desse conhecimento aqui.

Sem grandes pretensões pois não sou jornalista (apesar de ser publicitário), o meu objetivo é mais entreter do que instruir, portanto sempre pesquisem (de preferência em mídias tradicionais como livros e revistas) antes de tomar qualquer informação, minha ou de qualquer fonte da internet, como verdade, ok?

Obrigado e boa leitura!


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